sábado, 5 de maio de 2012

Cansaço

                                                                                                                  Janeiro de 2006

Ela sentia-se terrivelmente triste e cansada. Exausta até!
De repente ou não muito de repente, ela se deu conta do quanto se sentia duas.
E o sentimento de tristeza e cansaço aumentava.
Ela estava cansada de amar muito, de querer muito, de correr atrás, brigar muito, de ter de convencer, de se       fazer entender, de explicar motivos. Ela estava cansada de se sentir insegura de sentir tão pouco amada.
Cansada de ter necessidade de querer estar alegre, de ter que conversar, ser simpática e  aceita.
Oh! esta tola vontade, esta necessidade de amor e aceitação como a cansava e a entristecia.
Como ela queria compreender e entender seu lugar no vasto esquemas das coisas, sabendo desistir de discutir e convencer.
E a culpa? Culpa de ter feito, dito errado. Culpa de não ter feito, não ter dito. Culpa e medo por não evitar o erro seu e dos seus. Culpa por chutar o pau da barraca, rodar a baiana e ser dita louca.

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